{"id":1474,"__str__":"Parecer - CFJL de 20/09/2023 por PR.FL\u00c1VIO DE CASTRO BARBOSA","link_detail_backend":"/materia/documentoacessorio/1474","metadata":{},"nome":"CFJL","data":"2023-09-20","autor":"PR.FL\u00c1VIO DE CASTRO BARBOSA","ementa":"Este projeto de lei tem tem a finalidade de dar o nome de \"Alice Baracat\" ao teatro de arena atualmente em constru\u00e7\u00e3o no Parque de Exposi\u00e7\u00f5es e Eventos do Munic\u00edpio. Maria Alice Baracat e Cavalcanti, a \"Alicinha\", nasceu em Santa Rita do Sapuca\u00ed, em 1938. Embora registrada como nascida no dia 10 de novembro, comemorava anivers\u00e1rio em 10 de setembro \u2014 data correta, segundo a tradi\u00e7\u00e3o familiar. Seus pais, o comerciante Dib Baracat e a dona de casa Ant\u00f4nia Andery Baracat, eram de origem libanesa. Ela teve quatro irm\u00e3os, todos homens e j\u00e1 falecidos: Jorge, Mansur, Emil e Marcos (este \u00faltimo, ex-vereador e ex-viceprefeito). Alice sempre residiu na terra natal, primeiramente no in\u00edcio da Avenida Dr. Delfim Moreira, tendo como cen\u00e1rio principal da vida a Rua Silvestre Ferraz (Rua da Ponte), ponto de hist\u00f3rica concentra\u00e7\u00e3o de imigrantes do L\u00edbano e de seus estabelecimentos comerciais. Curiosa, comunicativa e bem-humorada, aproveitou as oportunidades oferecidas pela regi\u00e3o at\u00e9 ent\u00e3o mais cosmopolita da cidade para\r\naprender e fazer muitas amizades. Por outro lado, eram poucas as op\u00e7\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o para mulheres santaritenses durante a juventude de \"Alicinha\", que n\u00e3o as desperdi\u00e7ou. Na d\u00e9cada de 1950, escolheu seguir carreira no magist\u00e9rio, tornando-se normalista pela atual Escola Estadual Sinh\u00e1 Moreira. Em seguida, na antiga Escola T\u00e9cnica de Com\u00e9rcio Dr. Delfim Moreira (hoje Col\u00e9gio Tecnol\u00f3gico), fez o curso t\u00e9cnico de Contabilidade, conclu\u00eddo em 1961. Ao relembrar os tempos de estudante num texto que escreveu j\u00e1 idosa, Alice registrou que \"a cidade era pequena\" e sua turma de escola, formada por jovens \"alegres, sonhadores, amigos\". Apaixonada por teatro, carnaval e literatura desde a inf\u00e2ncia, n\u00e3o exerceu a profiss\u00e3o de t\u00e9cnica cont\u00e1bil, mas tampouco se limitou a lecionar. Ao lado de amigos como Marcos Fl\u00e1vio e Dias, criou, nos anos 1970, o Grupo de Teatro Amador (Gruta) e o bloco carnavalesco Banda-Lheira, que agitaram a cena cultural local. No come\u00e7o da d\u00e9cada de 1980, quando supervisionava o Movimento Brasileiro de Alfabetiza\u00e7\u00e3o (Mobral) no munic\u00edpio, participou da cria\u00e7\u00e3o do Feir\u00e3o Folcl\u00f3rico, do Desfile de Cavaleiros e do Projeto de Desenvolvimento Atrav\u00e9s da Arte (Prodarte). Na mesma \u00e9poca, atuava tamb\u00e9m como colunista social, atividade que desempenhou por v\u00e1rios anos em jornais santa-ritenses. Mais tarde, teve outra fun\u00e7\u00e3o na imprensa, a de radialista, com programa de entrevistas na emissora comunit\u00e1ria Santa Rita FM. Acompanhando os passos do irm\u00e3o Marcos, \"Alicinha\" desenvolveu milit\u00e2ncia partid\u00e1ria, sempre no grupo pol\u00edtico do ex-prefeito Jefferson Gon\u00e7alves Mendes (Jeffinho) e do ex-deputado Olavo Bilac Pinto Neto (Olavinho). Foi candidata a vereadora em mais de uma ocasi\u00e3o e alcan\u00e7ou expressivas vota\u00e7\u00f5es, mas n\u00e3o conseguiu se eleger. Cat\u00f3lica devota, integrava pastorais e projetos da Par\u00f3quia Santa Rita de C\u00e1ssia. Em diversas edi\u00e7\u00f5es da festa da padroeira do munic\u00edpio, ajudou a organizar a \"noite libanesa\", com programa\u00e7\u00e3o e card\u00e1pio t\u00edpicos. Casada com H\u00e9lio Sottile Cavalcanti, n\u00e3o teve filhos e aposentou-se como professora da rede estadual. Faleceu aos 74 anos, no dia 13 de junho de 2013, em Santa Rita.","indexacao":"","arquivo":"http://sapl.santaritadosapucai.mg.leg.br/media/sapl/public/documentoacessorio/2023/1474/projeto_de_lei_n_37a-2023-parecer.pdf","data_ultima_atualizacao":"2023-09-27T15:48:59.199983-03:00","materia":3130,"tipo":1}