{"id":3222,"__str__":"Projeto de Decreto Legislativo n\u00ba 5 de 2019 | Parecer favor\u00e1vel | 18/11/2019","link_detail_backend":"/materia/tramitacao/3222","metadata":{},"timestamp":"2019-11-20T11:00:09.916620-03:00","data_tramitacao":"2019-11-18","data_encaminhamento":null,"urgente":false,"turno":"U","texto":"Este projeto visa conceder o t\u00edtulo de cidad\u00e3o honor\u00e1rio santa-ritense ao Prof.Me. Ram\u00f3n Villar Paisal.\r\nRam\u00f3n Villar Faisal nasceu em Caldas de Reyes, na Espanha, em 14 de\r\nsetembro de 1930. Com dom\u00ednio dos idiomas Espanhol, Portugu\u00eas, Franc\u00eas, Italiano,\r\nLatim, Ingl\u00eas e Grego, e com forma\u00e7\u00e3o em Cultura Cl\u00e1ssica e Human\u00edstica pelo Col\u00e9gio\r\nMayor San Estanislao, anexo \u00e0 Universidad de Salamanca, Espanha, em Filosofia pela\r\nFaculdade Anchieta, Nova Friburgo/RJ, Ram\u00f3n Villar Faisal \u00e9 mestre em Sociologia\r\npelo Instituto Latinoamericano de Estudos Sociales, da Universidad Cat\u00f3lica de Chile,\r\nSantiago.Possuidor de um extenso curr\u00edculo, foi professor de 2\u00b0 Grau, no Col\u00e9gio\r\nLoyola, Belo Horizonte; professor de L\u00edngua e Literatura Espanhola, na Faculdade de\r\nFilosofia, Ci\u00eancias e Letras (UNISINOS), S\u00e3o Leopoldo/RS; respons\u00e1vel pela Escola\r\nRegimental para Recrutas, da 6a Cia. Com., III Ex\u00e9rcito, S\u00e3o Leopoldo, RS; Membro da\r\nEquipe Volante de Conferencistas do Centro Cultural de Bras\u00edlia; Vice-Diretor e\r\nProfessor da Escola T\u00e9cnica de Eletr\u00f4nica - Francisco Moreira da Costa, Santa Rita do\r\nSapuca\u00ed, 1970/71; Diretor da Escola Superior de Administra\u00e7\u00e3o de Empresas \u2014 Santa\r\nRita do Sapuca\u00ed, 1971-1982, onde foi professor de Metodologia 1972; Fundador e\r\nDiretor do Curso Superior de Inform\u00e1tica, Funda\u00e7\u00e3o Educand\u00e1rio Santa-ritense, Santa\r\nRita do Sapucai, 1974/1982. Professor de Sociologia \u2014 Computador e Sociedade \u2014\r\nFAI, Santa Rita do Sapuca\u00ed, 1977 \u2014 1981; Cria\u00e7\u00e3o e Implanta\u00e7\u00e3o do Centro Did\u00e1tico\r\nde Processamento de Dados, da FAI, 1977/1982; Assessor da Presid\u00eancia da AMESP,\r\ndurante o processo de desmembramento e implanta\u00e7\u00e3o (28 munic\u00edpios) 1976/82;\r\nSupervis\u00e3o da Informatiza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os de administra\u00e7\u00e3o municipal em 72\r\nmunic\u00edpios de Minas Gerais, 1977/82; Organiza\u00e7\u00e3o do primeiro Distrito GeoEducacional do Estado de Minas Gerais (DGE15), a pedido do DAU/MEC, 1977;\r\nSecret\u00e1rio Municipal de Administra\u00e7\u00e3o e Recursos Humanos da Prefeitura Municipal de\r\nSanta Rita do Sapuai, 2005 \u20142008.\r\nA hist\u00f3ria de Ram\u00f3n Villar Paisal com Santa Rita do Sapucai (trechos do seu\r\ndepoimento ao Jornal da FAI \u2013 Edi\u00e7\u00e3o comemorativa dos 45 anos da FAI):\r\n\"Em Belo Horizonte, era estudante jesu\u00edta e lecionava no Col\u00e9gio Loyola.\r\nComo tinha carteira de motorista, fui convidado para trazer os padres do Loyola para\r\numa cidadezinha do sul de Minas, onde havia uma mulher que queria criar uma escola\r\nde eletr\u00f4nica. Esta cidadezinha era Santa Rita do Sapuca\u00ed, a mulher era a vision\u00e1ria\r\nSinh\u00e1 Moreira e a escola, a ETE. O ministro da Educa\u00e7\u00e3o da \u00e9poca havia sugerido \u00e0\r\nSinh\u00e1, quando ela disse-lhe sobre seu prop\u00f3sito de criar a escola, que procurasse uma\r\ncongrega\u00e7\u00e3o educacional religiosa para dirigi-la e foi o que ela fez. Viemos de Kombi,\r\nlevamos 14 horas para chegar aqui. Fui embora, fiz teologia, ordenei jesu\u00edta. Estudei um\r\nano no Chile e durante nove anos trabalhei com orienta\u00e7\u00e3o social pelo Brasil afora em\r\num projeto do MEC. Peguei uma gastrite e o m\u00e9dico do Loyola, que era de Santa Rita,\r\nme orientou a vir para c\u00e1 para um repouso. Nesta \u00e9poca, a ETE estava estruturada e o\r\nPadre Vaz era o diretor.\r\nE aqui eu estava com o prop\u00f3sito de ficar por tr\u00eas meses at\u00e9 me restabelecer. A\r\nFAI estava no processo de cria\u00e7\u00e3o. Um dia, vieram falar comigo, perguntando o que eu\r\nsabia de Administra\u00e7\u00e3o. Mostraram-me o projeto que foi inspirado em outras\r\nfaculdades. Colaborei dando uma vers\u00e3o mais adequada ao regimento. Com a mudan\u00e7a\r\nda capital para Bras\u00edlia, o processo de cria\u00e7\u00e3o do curso ficou perdido. Conseguimos\r\najuda do Silvio de Marco, funcion\u00e1rio do MEC e ele resolveu o problema e o curso foi\r\nautorizado. Soltamos tantos foguetes na pra\u00e7a sob os aplausos euf\u00f3ricos da popula\u00e7\u00e3o.\r\nUm dia me chamaram para uma conversa na casa do Jos\u00e9 Renn\u00f3. Quando\r\ncheguei, fui aclamado diretor da Faculdade. O padre Jos\u00e9 Carneiro (hoje, Monsenhor),\r\nque era o presidente da Funda\u00e7\u00e3o Educand\u00e1rio Santa-ritense, mantenedora da FAI at\u00e9\r\nhoje, disse que iria falar com meus superiores em Belo Horizonte para eu permanecer\r\naqui e assumir a dire\u00e7\u00e3o da escola. E assim ele e um grupo de santa-ritenses fizeram. De\r\ntr\u00eas meses, acabei ficando onze anos \u00e0 frente da dire\u00e7\u00e3o da Escola\".e Dificuldades e rifa do Chevette\r\n\"Numa reuni\u00e3o dos Amigos de Santa Rita, no Clube Santa-ritense, expusemos\r\na situa\u00e7\u00e3o da Escola e o Jos\u00e9 Luiz Bueno de Carvalho e sua esposa Wanda Renn\u00f3 nos\r\ncederam o pr\u00e9dio do antigo semin\u00e1rio para funcionar a Faculdade at\u00e9 construir o pr\u00e9dio\r\npr\u00f3prio. E assim come\u00e7amos com cerca de cem alunos. N\u00e3o t\u00ednhamos local pr\u00f3prio.\r\nT\u00ednhamos hip\u00f3teses. Apareceu uma alma boa: o H\u00e9lio de Luna Dias que estava fazendo\r\num loteamento aqui e nos doou uma quadra do terreno, onde hoje est\u00e1 a FAI. A\r\nconstru\u00e7\u00e3o dos dois m\u00f3dulos foi feita com a colabora\u00e7\u00e3o coletiva. Lembro-me que\r\nforam realizadas v\u00e1rias a\u00e7\u00f5es, entre elas, dois leil\u00f5es.\r\nOs primeiros anos foram dif\u00edceis. Resolvi fazer uma rifa do meu Chevette para\r\najudar a Faculdade. Aconteceu uma coisa incr\u00edvel. A rifa foi realizada, mas me\r\npresentearam um Chevette novo. Emociona-me at\u00e9 hoje ao lembrar. Tentaram\r\nconvencer o ganhador do carro a devolv\u00ea-lo para mim. Ele disse que o tinha prometido\r\npara a filha dele, mas deu a ideia de comprarem um novo para mim. E ele foi o primeiro\r\na colaborar.\r\nPara facilitar o transporte dos alunos de Pouso Alegre, comprei uma jardineira\r\nque ficou sob a responsabilidade do diret\u00f3rio acad\u00eamico. Isto durou dois anos. Um dia\r\nveio um senhor falar comigo: era o Toninho da Gard\u00eania. Ele ofereceu ajuda. Colocou\r\num \u00f4nibus para fazer o transporte e cobrava s\u00f3 o combust\u00edvel. Muitas lembran\u00e7as\".\r\nRam\u00f3n Villar Paisal hoje reside em Santa Rita do Sapuca\u00ed, \u00e9 casado com Eudy\r\nValadares Vasconcelos, \u00e9 pai da Natalia, e av\u00f4 do Lucas - Luquinha","data_fim_prazo":null,"ip":"138.94.54.239","ultima_edicao":null,"status":6,"materia":2029,"unidade_tramitacao_local":4,"unidade_tramitacao_destino":39,"user":59}