Parecer - CFJL de 18/11/2019 por Aldo Ambrósio Morelli (Projeto de Decreto Legislativo nº 5 de 2019)
Documento Acessório
Tipo
Parecer
Nome
CFJL
Data
18/11/2019
Autor
Aldo Ambrósio Morelli
Ementa
Este projeto visa conceder o título de cidadão honorário santa-ritense ao Prof.Me. Ramón Villar Paisal.
Ramón Villar Faisal nasceu em Caldas de Reyes, na Espanha, em 14 de
setembro de 1930. Com domínio dos idiomas Espanhol, Português, Francês, Italiano,
Latim, Inglês e Grego, e com formação em Cultura Clássica e Humanística pelo Colégio
Mayor San Estanislao, anexo à Universidad de Salamanca, Espanha, em Filosofia pela
Faculdade Anchieta, Nova Friburgo/RJ, Ramón Villar Faisal é mestre em Sociologia
pelo Instituto Latinoamericano de Estudos Sociales, da Universidad Católica de Chile,
Santiago.Possuidor de um extenso currículo, foi professor de 2° Grau, no Colégio
Loyola, Belo Horizonte; professor de Língua e Literatura Espanhola, na Faculdade de
Filosofia, Ciências e Letras (UNISINOS), São Leopoldo/RS; responsável pela Escola
Regimental para Recrutas, da 6a Cia. Com., III Exército, São Leopoldo, RS; Membro da
Equipe Volante de Conferencistas do Centro Cultural de Brasília; Vice-Diretor e
Professor da Escola Técnica de Eletrônica - Francisco Moreira da Costa, Santa Rita do
Sapucaí, 1970/71; Diretor da Escola Superior de Administração de Empresas — Santa
Rita do Sapucaí, 1971-1982, onde foi professor de Metodologia 1972; Fundador e
Diretor do Curso Superior de Informática, Fundação Educandário Santa-ritense, Santa
Rita do Sapucai, 1974/1982. Professor de Sociologia — Computador e Sociedade —
FAI, Santa Rita do Sapucaí, 1977 — 1981; Criação e Implantação do Centro Didático
de Processamento de Dados, da FAI, 1977/1982; Assessor da Presidência da AMESP,
durante o processo de desmembramento e implantação (28 municípios) 1976/82;
Supervisão da Informatização dos serviços de administração municipal em 72
municípios de Minas Gerais, 1977/82; Organização do primeiro Distrito GeoEducacional do Estado de Minas Gerais (DGE15), a pedido do DAU/MEC, 1977;
Secretário Municipal de Administração e Recursos Humanos da Prefeitura Municipal de
Santa Rita do Sapuai, 2005 —2008.
A história de Ramón Villar Paisal com Santa Rita do Sapucai (trechos do seu
depoimento ao Jornal da FAI – Edição comemorativa dos 45 anos da FAI):
"Em Belo Horizonte, era estudante jesuíta e lecionava no Colégio Loyola.
Como tinha carteira de motorista, fui convidado para trazer os padres do Loyola para
uma cidadezinha do sul de Minas, onde havia uma mulher que queria criar uma escola
de eletrônica. Esta cidadezinha era Santa Rita do Sapucaí, a mulher era a visionária
Sinhá Moreira e a escola, a ETE. O ministro da Educação da época havia sugerido à
Sinhá, quando ela disse-lhe sobre seu propósito de criar a escola, que procurasse uma
congregação educacional religiosa para dirigi-la e foi o que ela fez. Viemos de Kombi,
levamos 14 horas para chegar aqui. Fui embora, fiz teologia, ordenei jesuíta. Estudei um
ano no Chile e durante nove anos trabalhei com orientação social pelo Brasil afora em
um projeto do MEC. Peguei uma gastrite e o médico do Loyola, que era de Santa Rita,
me orientou a vir para cá para um repouso. Nesta época, a ETE estava estruturada e o
Padre Vaz era o diretor.
E aqui eu estava com o propósito de ficar por três meses até me restabelecer. A
FAI estava no processo de criação. Um dia, vieram falar comigo, perguntando o que eu
sabia de Administração. Mostraram-me o projeto que foi inspirado em outras
faculdades. Colaborei dando uma versão mais adequada ao regimento. Com a mudança
da capital para Brasília, o processo de criação do curso ficou perdido. Conseguimos
ajuda do Silvio de Marco, funcionário do MEC e ele resolveu o problema e o curso foi
autorizado. Soltamos tantos foguetes na praça sob os aplausos eufóricos da população.
Um dia me chamaram para uma conversa na casa do José Rennó. Quando
cheguei, fui aclamado diretor da Faculdade. O padre José Carneiro (hoje, Monsenhor),
que era o presidente da Fundação Educandário Santa-ritense, mantenedora da FAI até
hoje, disse que iria falar com meus superiores em Belo Horizonte para eu permanecer
aqui e assumir a direção da escola. E assim ele e um grupo de santa-ritenses fizeram. De
três meses, acabei ficando onze anos à frente da direção da Escola".e Dificuldades e rifa do Chevette
"Numa reunião dos Amigos de Santa Rita, no Clube Santa-ritense, expusemos
a situação da Escola e o José Luiz Bueno de Carvalho e sua esposa Wanda Rennó nos
cederam o prédio do antigo seminário para funcionar a Faculdade até construir o prédio
próprio. E assim começamos com cerca de cem alunos. Não tínhamos local próprio.
Tínhamos hipóteses. Apareceu uma alma boa: o Hélio de Luna Dias que estava fazendo
um loteamento aqui e nos doou uma quadra do terreno, onde hoje está a FAI. A
construção dos dois módulos foi feita com a colaboração coletiva. Lembro-me que
foram realizadas várias ações, entre elas, dois leilões.
Os primeiros anos foram difíceis. Resolvi fazer uma rifa do meu Chevette para
ajudar a Faculdade. Aconteceu uma coisa incrível. A rifa foi realizada, mas me
presentearam um Chevette novo. Emociona-me até hoje ao lembrar. Tentaram
convencer o ganhador do carro a devolvê-lo para mim. Ele disse que o tinha prometido
para a filha dele, mas deu a ideia de comprarem um novo para mim. E ele foi o primeiro
a colaborar.
Para facilitar o transporte dos alunos de Pouso Alegre, comprei uma jardineira
que ficou sob a responsabilidade do diretório acadêmico. Isto durou dois anos. Um dia
veio um senhor falar comigo: era o Toninho da Gardênia. Ele ofereceu ajuda. Colocou
um ônibus para fazer o transporte e cobrava só o combustível. Muitas lembranças".
Ramón Villar Paisal hoje reside em Santa Rita do Sapucaí, é casado com Eudy
Valadares Vasconcelos, é pai da Natalia, e avô do Lucas - Luquinha
Ramón Villar Faisal nasceu em Caldas de Reyes, na Espanha, em 14 de
setembro de 1930. Com domínio dos idiomas Espanhol, Português, Francês, Italiano,
Latim, Inglês e Grego, e com formação em Cultura Clássica e Humanística pelo Colégio
Mayor San Estanislao, anexo à Universidad de Salamanca, Espanha, em Filosofia pela
Faculdade Anchieta, Nova Friburgo/RJ, Ramón Villar Faisal é mestre em Sociologia
pelo Instituto Latinoamericano de Estudos Sociales, da Universidad Católica de Chile,
Santiago.Possuidor de um extenso currículo, foi professor de 2° Grau, no Colégio
Loyola, Belo Horizonte; professor de Língua e Literatura Espanhola, na Faculdade de
Filosofia, Ciências e Letras (UNISINOS), São Leopoldo/RS; responsável pela Escola
Regimental para Recrutas, da 6a Cia. Com., III Exército, São Leopoldo, RS; Membro da
Equipe Volante de Conferencistas do Centro Cultural de Brasília; Vice-Diretor e
Professor da Escola Técnica de Eletrônica - Francisco Moreira da Costa, Santa Rita do
Sapucaí, 1970/71; Diretor da Escola Superior de Administração de Empresas — Santa
Rita do Sapucaí, 1971-1982, onde foi professor de Metodologia 1972; Fundador e
Diretor do Curso Superior de Informática, Fundação Educandário Santa-ritense, Santa
Rita do Sapucai, 1974/1982. Professor de Sociologia — Computador e Sociedade —
FAI, Santa Rita do Sapucaí, 1977 — 1981; Criação e Implantação do Centro Didático
de Processamento de Dados, da FAI, 1977/1982; Assessor da Presidência da AMESP,
durante o processo de desmembramento e implantação (28 municípios) 1976/82;
Supervisão da Informatização dos serviços de administração municipal em 72
municípios de Minas Gerais, 1977/82; Organização do primeiro Distrito GeoEducacional do Estado de Minas Gerais (DGE15), a pedido do DAU/MEC, 1977;
Secretário Municipal de Administração e Recursos Humanos da Prefeitura Municipal de
Santa Rita do Sapuai, 2005 —2008.
A história de Ramón Villar Paisal com Santa Rita do Sapucai (trechos do seu
depoimento ao Jornal da FAI – Edição comemorativa dos 45 anos da FAI):
"Em Belo Horizonte, era estudante jesuíta e lecionava no Colégio Loyola.
Como tinha carteira de motorista, fui convidado para trazer os padres do Loyola para
uma cidadezinha do sul de Minas, onde havia uma mulher que queria criar uma escola
de eletrônica. Esta cidadezinha era Santa Rita do Sapucaí, a mulher era a visionária
Sinhá Moreira e a escola, a ETE. O ministro da Educação da época havia sugerido à
Sinhá, quando ela disse-lhe sobre seu propósito de criar a escola, que procurasse uma
congregação educacional religiosa para dirigi-la e foi o que ela fez. Viemos de Kombi,
levamos 14 horas para chegar aqui. Fui embora, fiz teologia, ordenei jesuíta. Estudei um
ano no Chile e durante nove anos trabalhei com orientação social pelo Brasil afora em
um projeto do MEC. Peguei uma gastrite e o médico do Loyola, que era de Santa Rita,
me orientou a vir para cá para um repouso. Nesta época, a ETE estava estruturada e o
Padre Vaz era o diretor.
E aqui eu estava com o propósito de ficar por três meses até me restabelecer. A
FAI estava no processo de criação. Um dia, vieram falar comigo, perguntando o que eu
sabia de Administração. Mostraram-me o projeto que foi inspirado em outras
faculdades. Colaborei dando uma versão mais adequada ao regimento. Com a mudança
da capital para Brasília, o processo de criação do curso ficou perdido. Conseguimos
ajuda do Silvio de Marco, funcionário do MEC e ele resolveu o problema e o curso foi
autorizado. Soltamos tantos foguetes na praça sob os aplausos eufóricos da população.
Um dia me chamaram para uma conversa na casa do José Rennó. Quando
cheguei, fui aclamado diretor da Faculdade. O padre José Carneiro (hoje, Monsenhor),
que era o presidente da Fundação Educandário Santa-ritense, mantenedora da FAI até
hoje, disse que iria falar com meus superiores em Belo Horizonte para eu permanecer
aqui e assumir a direção da escola. E assim ele e um grupo de santa-ritenses fizeram. De
três meses, acabei ficando onze anos à frente da direção da Escola".e Dificuldades e rifa do Chevette
"Numa reunião dos Amigos de Santa Rita, no Clube Santa-ritense, expusemos
a situação da Escola e o José Luiz Bueno de Carvalho e sua esposa Wanda Rennó nos
cederam o prédio do antigo seminário para funcionar a Faculdade até construir o prédio
próprio. E assim começamos com cerca de cem alunos. Não tínhamos local próprio.
Tínhamos hipóteses. Apareceu uma alma boa: o Hélio de Luna Dias que estava fazendo
um loteamento aqui e nos doou uma quadra do terreno, onde hoje está a FAI. A
construção dos dois módulos foi feita com a colaboração coletiva. Lembro-me que
foram realizadas várias ações, entre elas, dois leilões.
Os primeiros anos foram difíceis. Resolvi fazer uma rifa do meu Chevette para
ajudar a Faculdade. Aconteceu uma coisa incrível. A rifa foi realizada, mas me
presentearam um Chevette novo. Emociona-me até hoje ao lembrar. Tentaram
convencer o ganhador do carro a devolvê-lo para mim. Ele disse que o tinha prometido
para a filha dele, mas deu a ideia de comprarem um novo para mim. E ele foi o primeiro
a colaborar.
Para facilitar o transporte dos alunos de Pouso Alegre, comprei uma jardineira
que ficou sob a responsabilidade do diretório acadêmico. Isto durou dois anos. Um dia
veio um senhor falar comigo: era o Toninho da Gardênia. Ele ofereceu ajuda. Colocou
um ônibus para fazer o transporte e cobrava só o combustível. Muitas lembranças".
Ramón Villar Paisal hoje reside em Santa Rita do Sapucaí, é casado com Eudy
Valadares Vasconcelos, é pai da Natalia, e avô do Lucas - Luquinha
Indexação
Texto Integral