Parecer - CFJL de 13/11/2023 por ANTÔNIO EDUARDO DA COSTA (TONINHO) (Projeto de Lei (Câmara) nº 42 de 2023)
Documento Acessório
Tipo
Parecer
Nome
CFJL
Data
13/11/2023
Autor
ANTÔNIO EDUARDO DA COSTA (TONINHO)
Ementa
Este projeto de lei tem a finalidade de dar denominação à Rua ljuí do Loteamento Novo Horizonte em Santa Rita do Sapucaí/MG, que passará a
denominar-se "Rua Jamile Rezeck". Jamile Rezeck, ou Dona Jamile, como a chamavam, era filha de Joseph e Absa Rezeck e nasceu em 22/08/1900, na cidade de Rasbalbeck, no Líbano. Ela veio para o Brasil no ano de 1927, junto com mais 20 imigrantes, entre estes, Wady Aziz Antônio, que futuramente se tornaria seu cônjuge. A primeira escala foi em Paris, onde permaneceram por um mês e em 08/07/1927, desembarcaram na cidade do Rio de Janeiro. Depois de dois anos no Brasil, Jamile e Wady casaram-se e então, mudaram-se para a cidade de Carmo da Cachoeira, no estado de minas Gerais. Desta união nasceram três filhos, Carmem, Maria e Abdala Antônio. Maria, porém, faleceu ainda bebê. Após algum tempo, vieram residir em Santa Rita do Sapucaí. Aqui tiveram mais uma filha, Regina Abdala, e por aqui permaneceram até o fim de seus dias. A casa onde moravam ainda pertence à família (localizada à Rua Cap. Vicente Ribeiro do Vale, Rua do Queima) e no mesmo endereço mantiveram um 'armazém', por muitos anos, de onde tiravam o sustento da família. Eram muito felizes, partilhando imenso amor e respeito. Conservadores em seus princípios, Jamile e Wady deixaram grandes exemplos de honestidade, lealdade e união. Pessoas de uma religiosidade fervorosa que sempre professaram uma fé participativa, fraterna e atuante na comunidade. Ainda hoje, seus herdeiros conservam no terreno da antiga casa, uma Capela dedicada a São Sebastião, porque um dia seus avós encontraram ali urna imagem do Santo, esculpida em madeira, e decidiram construir um local para abrigá-la. Sendo este o motivo de muitos festejos, celebrações e alegria para os moradores do entorno, que ainda se reúnem na singela igreja, para rezar o Santo Terço, todo dia 20 de janeiro. Em 16/04/1956, o Sr. Wady se foi deixando uma profunda dor em Dona Jamile e seus filhos. Com toda certeza enfrentou diversos desafios, mas com coragem, determinação e confiança em Deus, ela venceu todos eles. Dona Jamile, deixando seus pais, sua casa paterna e sua terra natal, abraçou a nova pátria e fez de Santa Rita do Sapucai a sua morada permanente. Com imensa gratidão pela honrada família que então constituiu, foi esposa, mãe
e avó exemplar. E seus filhos seguiram seus preceitos com muita dedicação, demonstrando sempre que a fé se fortalece na caridade, no amor ao próximo. Ela muito ensinou e se dedicou a seus filhos, netos, amigos e vizinhos que até hoje se lembram com carinho da sua doce existência. Todos que a conheceram também trazem a boa lembrança da mulher forte, destemida, extremamente caridosa e de tamanha fé, que foi Dona Jamile. Seus familiares procuram sempre honrar seu nome, agradecendo a Deus pela meritória convivência e saudosa herança de bens tão fundamentais para a vida em comunidade.
denominar-se "Rua Jamile Rezeck". Jamile Rezeck, ou Dona Jamile, como a chamavam, era filha de Joseph e Absa Rezeck e nasceu em 22/08/1900, na cidade de Rasbalbeck, no Líbano. Ela veio para o Brasil no ano de 1927, junto com mais 20 imigrantes, entre estes, Wady Aziz Antônio, que futuramente se tornaria seu cônjuge. A primeira escala foi em Paris, onde permaneceram por um mês e em 08/07/1927, desembarcaram na cidade do Rio de Janeiro. Depois de dois anos no Brasil, Jamile e Wady casaram-se e então, mudaram-se para a cidade de Carmo da Cachoeira, no estado de minas Gerais. Desta união nasceram três filhos, Carmem, Maria e Abdala Antônio. Maria, porém, faleceu ainda bebê. Após algum tempo, vieram residir em Santa Rita do Sapucaí. Aqui tiveram mais uma filha, Regina Abdala, e por aqui permaneceram até o fim de seus dias. A casa onde moravam ainda pertence à família (localizada à Rua Cap. Vicente Ribeiro do Vale, Rua do Queima) e no mesmo endereço mantiveram um 'armazém', por muitos anos, de onde tiravam o sustento da família. Eram muito felizes, partilhando imenso amor e respeito. Conservadores em seus princípios, Jamile e Wady deixaram grandes exemplos de honestidade, lealdade e união. Pessoas de uma religiosidade fervorosa que sempre professaram uma fé participativa, fraterna e atuante na comunidade. Ainda hoje, seus herdeiros conservam no terreno da antiga casa, uma Capela dedicada a São Sebastião, porque um dia seus avós encontraram ali urna imagem do Santo, esculpida em madeira, e decidiram construir um local para abrigá-la. Sendo este o motivo de muitos festejos, celebrações e alegria para os moradores do entorno, que ainda se reúnem na singela igreja, para rezar o Santo Terço, todo dia 20 de janeiro. Em 16/04/1956, o Sr. Wady se foi deixando uma profunda dor em Dona Jamile e seus filhos. Com toda certeza enfrentou diversos desafios, mas com coragem, determinação e confiança em Deus, ela venceu todos eles. Dona Jamile, deixando seus pais, sua casa paterna e sua terra natal, abraçou a nova pátria e fez de Santa Rita do Sapucai a sua morada permanente. Com imensa gratidão pela honrada família que então constituiu, foi esposa, mãe
e avó exemplar. E seus filhos seguiram seus preceitos com muita dedicação, demonstrando sempre que a fé se fortalece na caridade, no amor ao próximo. Ela muito ensinou e se dedicou a seus filhos, netos, amigos e vizinhos que até hoje se lembram com carinho da sua doce existência. Todos que a conheceram também trazem a boa lembrança da mulher forte, destemida, extremamente caridosa e de tamanha fé, que foi Dona Jamile. Seus familiares procuram sempre honrar seu nome, agradecendo a Deus pela meritória convivência e saudosa herança de bens tão fundamentais para a vida em comunidade.
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