Parecer - COMISSÃO ESPECIAL de 05/12/2023 por Vereador Manoel Messias Felix (Projeto de Decreto Legislativo nº 7 de 2023)
Documento Acessório
Tipo
Parecer
Nome
COMISSÃO ESPECIAL
Data
05/12/2023
Autor
Vereador Manoel Messias Felix
Ementa
Este projeto tem a finalidade de conceder a Medalha da Ordem do Mérito Legislativo Municipal Presidente Delfim Moreira de Santa Rita do Sapucaí/MG ao senhor Flávio Luiz Chagas. Flavio Luiz Chagas, o Ziquinha, nasceu em Santa Rita do Sapucaí no dia 29 de setembro de 1979. Criado como filho pelos avós Benedito Chagas Júnior (Seu Chaguinha) e Conceição Rodrigues, o menino cresceu num ambiente de amor e dedicação ao futebol. De baixa estatura e enorme coração, Seu Chaguinha exerceu inevitável influência sobre o destino do neto. No ano do nascimento de Ziquinha, o avô era técnico do time que acabou sagrando-se campeão municipal de futebol amador. Foi no gramado do Estádio Municipal Cel. Erasmo Cabral, cuidado carinhosamente por Seu Chaguinha ao longo de 40 anos de trabalho na Prefeitura, que Ziquinha começou a brilhar, ainda na infância, vivida com simplicidade na terra natal, por onde andava a cavalo até deixá-la em busca do sonho do avô: ter um futebolista na família. Fora de casa desde os 14 anos, passou pelas categorias de base de clubes do interior paulista até os 17. De volta a Santa Rita, antes de se profissionalizar como atleta, trabalhou em empresas do Vale da Eletrônica. Foi office-boy na TKN e auxiliar de produção na MCM. A alcunha original era Ziquinho e surgiu quando o talentoso santa-ritense ganhou uma camisa do ex-jogador Zico e a usou quase um mês inteiro. Ao ingressar no Friburguense Atlético Clube, de Nova Friburgo (RJ), em 1998, Ziquinho se tornou Ziquinha porque o zagueiro Max, seu colega de time, sempre se enganava na pronúncia do apelido. O ano de 1998, aliás, foi marcado pelo inicio de sua carreira de atleta profissional, com experiências, inicialmente, na equipe de juniores do Ituano, em Itu (SP), e depois no Guaçuano, de Mogi Guaçu (SP). Defendendo as cores do Friburguense até 2003, teve outras duas passagens pelo clube, com 21 anos dedicados ao "Tricolor da Serra". Atuou também no União São João, de Araras (SP); Macaé, Boavista, Goytacaz, Botafogo, Olaria, Tigres do Brasil, Angra dos Reis, Cabofriense e Casimiro de Abreu, do Rio de Janeiro; e no Gama, do Distrito Federal. Por ter passado a maioria de seus 44 anos em Nova Friburgo, Ziquinha criou um forte vínculo com a população local, compartilhando glórias e lágrimas. No intenso período de 2010 a 2011, sofreu uma grave lesão, presenciou a maior tragédia climática brasileira (com mais de 900 mortos na Região Serrana do Rio de Janeiro) e, por fim, participou da conquista do acesso do Friburguense à Série A do Campeonato Carioca. Ao aposentar as chuteiras, com 41 anos, continuou a ser lembrado como maior artilheiro da história do "Frizão", carrasco do Fluminense, autor de belos gols, atacante criativo e ousado. Sempre querido pela torcida de Nova Friburgo, demonstrava sua paixão pelo time da cidade com dedicação nos treinos e velocidade nas partidas, repetindo que "Ninguém vai jogar correndo se treina andando". Por ocasião dos Jogos do Rio, em 2016, viveu uma de suas maiores emoções: ser um dos condutores da tocha olímpica por Nova Friburgo, momento que deixou recordações especiais e uma réplica guardada orgulhosamente como relíquia. Outro fato marcante foi o primeiro gol com a presença da filha Ana Júlia no estádio, quando Ziquinha vestia a camisa do Friburguense contra o Audax Rio. Em virtude da carreira profissional impecável, Ziquinha já recebeu diversas homenagens, inclusive da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro e da Câmara Municipal de Nova Friburgo.
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