Parecer - CFJL de 20/09/2023 por PR.FLÁVIO DE CASTRO BARBOSA (Projeto de Lei (Câmara) nº 37 de 2023)

Documento Acessório

Tipo

Parecer

Nome

CFJL

Data

20/09/2023

Autor

PR.FLÁVIO DE CASTRO BARBOSA

Ementa

Este projeto de lei tem tem a finalidade de dar o nome de "Alice Baracat" ao teatro de arena atualmente em construção no Parque de Exposições e Eventos do Município. Maria Alice Baracat e Cavalcanti, a "Alicinha", nasceu em Santa Rita do Sapucaí, em 1938. Embora registrada como nascida no dia 10 de novembro, comemorava aniversário em 10 de setembro — data correta, segundo a tradição familiar. Seus pais, o comerciante Dib Baracat e a dona de casa Antônia Andery Baracat, eram de origem libanesa. Ela teve quatro irmãos, todos homens e já falecidos: Jorge, Mansur, Emil e Marcos (este último, ex-vereador e ex-viceprefeito). Alice sempre residiu na terra natal, primeiramente no início da Avenida Dr. Delfim Moreira, tendo como cenário principal da vida a Rua Silvestre Ferraz (Rua da Ponte), ponto de histórica concentração de imigrantes do Líbano e de seus estabelecimentos comerciais. Curiosa, comunicativa e bem-humorada, aproveitou as oportunidades oferecidas pela região até então mais cosmopolita da cidade para
aprender e fazer muitas amizades. Por outro lado, eram poucas as opções de formação para mulheres santaritenses durante a juventude de "Alicinha", que não as desperdiçou. Na década de 1950, escolheu seguir carreira no magistério, tornando-se normalista pela atual Escola Estadual Sinhá Moreira. Em seguida, na antiga Escola Técnica de Comércio Dr. Delfim Moreira (hoje Colégio Tecnológico), fez o curso técnico de Contabilidade, concluído em 1961. Ao relembrar os tempos de estudante num texto que escreveu já idosa, Alice registrou que "a cidade era pequena" e sua turma de escola, formada por jovens "alegres, sonhadores, amigos". Apaixonada por teatro, carnaval e literatura desde a infância, não exerceu a profissão de técnica contábil, mas tampouco se limitou a lecionar. Ao lado de amigos como Marcos Flávio e Dias, criou, nos anos 1970, o Grupo de Teatro Amador (Gruta) e o bloco carnavalesco Banda-Lheira, que agitaram a cena cultural local. No começo da década de 1980, quando supervisionava o Movimento Brasileiro de Alfabetização (Mobral) no município, participou da criação do Feirão Folclórico, do Desfile de Cavaleiros e do Projeto de Desenvolvimento Através da Arte (Prodarte). Na mesma época, atuava também como colunista social, atividade que desempenhou por vários anos em jornais santa-ritenses. Mais tarde, teve outra função na imprensa, a de radialista, com programa de entrevistas na emissora comunitária Santa Rita FM. Acompanhando os passos do irmão Marcos, "Alicinha" desenvolveu militância partidária, sempre no grupo político do ex-prefeito Jefferson Gonçalves Mendes (Jeffinho) e do ex-deputado Olavo Bilac Pinto Neto (Olavinho). Foi candidata a vereadora em mais de uma ocasião e alcançou expressivas votações, mas não conseguiu se eleger. Católica devota, integrava pastorais e projetos da Paróquia Santa Rita de Cássia. Em diversas edições da festa da padroeira do município, ajudou a organizar a "noite libanesa", com programação e cardápio típicos. Casada com Hélio Sottile Cavalcanti, não teve filhos e aposentou-se como professora da rede estadual. Faleceu aos 74 anos, no dia 13 de junho de 2013, em Santa Rita.

Indexação