Projeto de Lei (Câmara) nº 28 de 2023 | Parecer favorável | 01/08/2023 (Projeto de Lei (Câmara) nº 28 de 2023)

Tramitação

Data Tramitação

01/08/2023

Unidade Local

CFJL - Finanças, Justiça e Legislação

Unidade Destino

Plenário - PL

Data Encaminhamento

 

Data Fim Prazo

 

Status

Parecer favorável

Turno

Único

Urgente ?

Não

Texto da Ação

Este projeto de lei tem a finalidade de dar denominação às seguintes vias públicas: 1) a rua 7 do Loteamento Campo Verde, Santa Rita do Sapucaí/MG passará a denominar-se "Rua Sebastião Gonçalves Mendes"; 2) a rua 9 do Loteamento Campo Verde, Santa Rita do Sapucaí/MG passará a denominar-se "Rua Sebastião Alencar Gonçalves". Sebastião Gonçalves Mendes é de uma família de 6 irmãos, nascido em 08/09/1926, no sítio Pinhal, município de Lambari. Filho de João Gonçalves Neto e Ana Maria de Jesus. Tinha como irmãos: Júlio Gonçalves Mendes, Jose Gonçalves Mendes Mendes (Zezico), Afonso Gonçalves Mendes, Maria Aparecida dos Santos (Fiica), Benedito Gonçalves Mendes e Aurélia Gonçalves Mendes. Foi casado com Ana Maria Gonçalves, teve 6 filhos: Benedita Creuza Gonçalves Dias, José Carlos Gonçalves, Maria das Graças Mendes Forchito„ Ivanil Gonçalves Mendes, Sebastião Alencar Gonçalves Mendes e Romeu Gonçalves Mendes. Deixando 14 netos e 14 bisnetos. "Tião Gonçalves", como era conhecido por todos, era um homem simples, bom, lutador, integro e honesto. Respeitado por muitos por cumprir sempre a sua palavra. Sempre tinha uma boa conversa e a todos que cruzavam seu caminho, convidava para tomar um café ou almoçar com ele. Pai amoroso e dedicado a família. Também tinha grande apreço aos amigos e passava horas de prosa boa quando os encontrava. Adorava contar as histórias que viveu na juventude. Nos contava histórias de Pedro Malazartes, histórias da época (cerca de 60 anos atrás) na taipa de um fogão de lenha. Não rejeitava nenhum trabalho, teve lavoura de arroz, café, milho. Criava animais. Aprendeu a ferrar cavalos. E outros trabalhos para cuidar da família. Perdeu tudo o que tinha, mas levantou a cabeça e venceu todas as dificuldades. Também foi um exemplo de comerciante. Tinha um armazém na rua Cônego Adolfo Carneiro. Vendia compras para as pessoas pagarem após 12 meses, depois que faziam a colheita. Não sei como sobrevivia recebendo pagamento após um ano... Tinha um lema para a vida: "Deus ajuda quem é honesto". "Seja fiel no pouco que eu te darei muito". Concluindo, Sebastião Gonçalves Mendes, era o que podemos chamar de
um autodidata, pois, apesar de não ter concluído os estudos, era uma pessoa inteligente, sempre atualizado e informado sobre as questões políticas e sociais do país, do estado e do município. Foi um homem digno, Comerciante, gostava de trabalhar na terra como ninguém. Um empreendedor nato. Deixou sua marca no meio de nós, provando que a vida é o espaço de humildade, trabalho, simplicidade e alegria. Um exemplo de filho, pai, avô. Um ser humano que não tinha maldade. Sempre ajudava a todos. Tinha um coração enorme. O segundo homenageado, Sebastião Alencar Gonçalves, mais conhecido como Alencar, nasceu em uma família numerosa e unida, com cinco irmãos: Benedita Cleuza Gonçalves, José Carlos Gonçalves, Maria das Graças Mendes Forchito, Ivanil Gonçalves e Romeu Gonçalves Mendes. Seus pais, Sebastião e Ana Maria, lhe ensinaram os valores da honestidade, da simplicidade e do trabalho. Casou-se com Márcia Maria Ribeiro Gonçalves, com quem viveu por 32 anos e teve um filho, Leonardo Ribeiro Gonçalves, o qual realizou o sonho de formar engenheiro no Inatel e ser mestre em Engenharia Elétrica pela UNIFEI. Desde cedo, Alencar mostrou seu talento para o comércio. Começou com um armazém na rua Cônego Adolfo Carneiro, onde vendia de tudo um pouco, doces, sorvetes, salgados, alimentos e outros produtos, principalmente para as pessoas que iam para a zona rural. Em 2003, ele abriu um ferro velho, um local de reciclagem na Rua Horácio Capistrano, onde ele comprava e vendia materiais usados e sucata. Isso beneficiou muitas famílias da cidade, que podiam construir ou reformar suas casas com peças baratas e de qualidade. Alencar adorava ficar no ferro velho, onde ele fazia questão de conversar e se relacionar com todos os
clientes. Trabalhou lá durante muitos anos, até seus últimos dias. Tinha como amigo fiel um cachorro chamado Dunga, companheiro que vigiava sua caminhonete quando estava na rua. A única pessoa que Dunga deixava colocar a mão no veiculo era o querido Monsenhor José. O ferro velho ainda
funciona, e é a maior homenagem a Alencar, que é lembrado por todos que frequentam o local. Um dos aspectos mais marcantes da personalidade de Alencar era o seu bom humor. Ele gostava de contar piadas e ria de todas as situações da vida, fossem boas ou ruins. Ele era muito leve e otimista, sempre vendo o lado positivo das coisas. Ele contagiava as pessoas com a sua alegria e simpatia, fazendo amigos por onde passava. Além disso, Alencar era conhecido pela sua generosidade. Ele gostava de ajudar as pessoas que precisavam, especialmente as mais humildes e carentes. Ele participava de leilões e festas da região e arrematava animais e itens artesanais para contribuir com as causas sociais. Ele não se importava com o valor
dos objetos, mas sim com o gesto de solidariedade. Alencar era um exemplo de pessoa que sabia viver bem e fazer o bem. Alencar foi um homem feliz, com um coração bom, que soube aproveitar a vida com leveza e alegria. Deixou saudades em todos que o conheceram e amaram. Sua memória será sempre honrada e celebrada pela sua família, seus amigos e sua comunidade. Por isso, é justa homenagem que seu nome seja dado a um espaço
público de nossa cidade, para que ele continue inspirando as gerações futuras.